Uma investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo aponta que João Vitor Ribeiro, conhecido artisticamente como MC Negão Original, teria oferecido apoio logístico, financeiro e de divulgação a grupos criminosos especializados em golpes digitais. O artista é considerado foragido pelas autoridades.
De acordo com os investigadores, há indícios de ligação direta entre o MC e integrantes da associação criminosa, incluindo o uso de imóveis ligados a ele como pontos de operação para estelionatos. Em um desses apartamentos, foi encontrada uma estrutura com computadores e celulares contendo evidências relacionadas ao chamado “golpe do INSS”.
Relatórios do COAF identificaram movimentações financeiras suspeitas, com transações entre o artista e membros da quadrilha. Além disso, os investigadores afirmam que MC Negão Original utilizava sua influência nas redes sociais para atrair seguidores a uma plataforma de apostas irregular, criada para beneficiar exclusivamente a banca, sem possibilidade real de retorno para os usuários.
O delegado Fernando José Goes Santiago, titular da 6ª/DICCPAT, destacou que o MC não apenas fornecia suporte, mas também desempenhava papel estratégico na coordenação e facilitação dos golpes.
Em nota oficial, a defesa do artista declarou que “João Vitor comprovará sua inocência, e que todas as transações financeiras relacionadas ao artista possuem documentação e origem lícita, o que será demonstrado oportunamente, assim que houver acesso aos elementos da investigação”.

