A cultura urbana brasileira ganha um novo registro audiovisual com o documentário “Relíquia, A Profecia Vem das Ruas”. Estrelado por Mítico, Igão e Kyan, o filme explora a relação entre o funk, a cultura periférica e o icônico Mizuno Wave Prophecy 1. Produzido pela Mizuno em parceria com o Originais Podpah, o projeto busca contar a história de um tênis que transcendeu sua função original, tornando-se um símbolo de conquista e pertencimento nas comunidades brasileiras.
Lançado em 2011 como um modelo voltado para a corrida, o Wave Prophecy 1 rapidamente se integrou à estética dos bailes e à moda das periferias. Ao longo dos últimos 15 anos, o tênis passou a representar mais do que um simples acessório esportivo; ele se tornou um emblema de autoestima e orgulho para muitos. Para a comunidade que adotou o modelo, possuir um Prophecy é sinônimo de uma conquista pessoal, refletindo uma mudança de perspectiva e de posição social.
O documentário não apenas revisita a trajetória do Mizuno Wave Prophecy 1, mas também destaca sua presença marcante na música brasileira. Segundo a Mizuno, o tênis foi mencionado em mais de cem composições ao longo dos anos, reforçando sua importância cultural dentro da cena musical. Mesmo quando o modelo esteve fora do mercado, ele permaneceu vivo na memória coletiva, sustentado por colecionadores e pela comunidade que o valorizou.
“Relíquia, A Profecia Vem das Ruas” reúne relatos de diversas figuras ligadas à cultura urbana, incluindo Mítico e Igão, que compartilham suas experiências e a atmosfera dos bailes. O documentário busca capturar a essência do que significa ter um Mizuno nos pés, explorando como o tênis se tornou parte do imaginário periférico. Mítico e Igão ressaltam a dimensão afetiva dessa relação, afirmando que a forma como a comunidade absorveu o Prophecy é um exemplo claro de como um produto pode ultrapassar a mera relação comercial.
A maneira que a comunidade periférica e do funk absorveu o Prophecy é um dos casos mais emblemáticos de como um produto acaba extrapolando a relação comercial com as pessoas, com uma cultura. Ter um Mizuno, como vai ser mostrado no documentário, sempre foi sinônimo de uma conquista muito grande para nós. E essa conquista vem carregada de significados. Contar essa história nos leva para lugares e situações que ficaram nas nossas memórias e que agora ficarão registradas como uma bela homenagem.
Mítico e Igão
Rafael Santos, diretor de marketing da Mizuno, também comenta sobre a importância do documentário. Ele destaca que a história do Wave Prophecy 1 é resultado da apropriação cultural feita pelas periferias brasileiras. Santos enfatiza que, embora a Mizuno tenha nascido no Japão, foi no Brasil que o tênis se transformou em uma expressão de orgulho e autoconfiança.
Toda profecia precisa de quem acredite nela. E quem acreditou no Prophecy, por mais de uma década, foram as periferias brasileiras. Este documentário é um agradecimento.
Rafael Santos
O projeto também marca a estreia do Originais Podpah, uma nova frente do grupo Podpah voltada para narrativas autorais. Luana Protazio, diretora de marketing e comunicação do Grupo Podpah, ressalta que o documentário é uma oportunidade de registrar uma memória que já existia nas ruas antes de ser transformada em filme. A parceria com a Mizuno é vista como uma forma de eternizar a história do Prophecy com o respeito que ela merece.
“Lançar a frente Originais Podpah com um projeto dessa magnitude reafirma o nosso compromisso com narrativas autênticas. O Prophecy é uma verdadeira relíquia das ruas, um símbolo que carrega o suor e a conquista de quem vem de onde muitos de nós viemos”, afirma Luana.
Com a proposta de relançamento do Wave Prophecy 1 sob o conceito “Relíquias Nunca Morrem”, o documentário busca celebrar a importância do modelo na cultura urbana, mostrando como ele se tornou um símbolo de resistência e transformação social. Ao contar essa história, o filme não apenas homenageia o tênis, mas também as comunidades que o tornaram um ícone.

